11 de junho de 2011

- ooi , lysfm ♥ .


"Hey, tudo bem? Sabes, estou com saudades... Saudades do tempo em que éramos unidas, em que éramos amigas, pois como sabes a esta nossa fase nunca se poderia chamar "amizade". Nunca pensámos da mesma forma, e se calhar foi isso que nos afastou tanto ao ponto de virarmos as costas uma à outra. Se é que me percebes, a culpa desta situação não é nem minha, nem tua. É das duas!
Ainda te lembras do quanto me conhecias antes? Se não quiseste esquecer o que te ensinei, o que passámos, sabes bem que o nosso afasto não foi propositado de nenhum dos lados (nem meu nem teu).
Dizem por todo mundo que só damos conta do quanto gostamos das pessoas quando as perdemos de vez, eu já senti a tua falta muitas vezes, mesmo quando éramos bem amigas, quando saía do autocarro para ir para casa, passados minutos de te ter visto começava a sentir saudades e a ter medo do que pudesse acontecer no dia seguinte. E sabes, o meu medo estava certo, o que "correu pró torto" não foi de uma vez só, foi aos poucos e poucos, e talvez por isso não déssemos conta que nos estivéssemos a afastar.
Desde então, começaram a surgir as discussões, as palavras que nos faziam chorar tanto, e as desculpas que eram sempre a solução ideal para deixar tudo normal e no dia seguinte recebermos o abraço habitual uma da outra que nos confortava e nos deixava bem! Mas essa rotina deixou de ser usada, as discussões começaram a ser mais graves, insultávamo-nos a toda a hora, não nos suportávamos quase e foi aí que deixámos de nos falar. Ou melhor, eu deixei de te falar, pensei para mim mesma e o meu coração aconselhou-me a dar um tempo para remediar as coisas cada uma por si, precisávamos as duas do nosso espaço, o que enquanto estávamos juntas não o tínhamos e talvez fosse esse o mal na nossa relação. Ou não… Como acho que já reparaste estou farta de colocar a palavra “talvez” quando me refiro ao motivo do problema da nossa amizade, porque eu não tenho certezas de nada, nunca tive.
E tu, tu nunca mais me disseste nada acerca disto. Nunca te viraste para mim e disseste “Sinto a tua falta, AMIGA!”. A nossa amizade acabou de vez, foi isso?! Diz-me sinceramente se é esse o problema, se é esse o drama. Porque se a nossa amizade acabou, aí a culpa não foi minha, porque eu nunca quis isso, e acho que tu também não… Eu continuo a amar-te como antes, mas não o demonstro quando estou contigo e por vezes “mando-te passear” porque agora tens amigos novos, não sei se gostas de mim da mesma maneira que eu (é provável que não), e tenho medo de to dizer e ser rejeitada. E sabes, desde que me afastei de ti tenho enumerado várias vezes que tenho medo disto e daquilo, sabes porquê? Tu, sim tu, davas-me a segurança que preciso e sem ti, estou desprotegida.
Agora sim, desculpa por não te ter dito isto tudo mais cedo. Amo-te!“

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